Comprei este livro, na última Bienal do Livro de São Paulo, por três motivos: por ter gostado da capa, por ter achado o título interessante e por ser uma publicação da Suma de Letras (que tem lançado excelentes títulos ultimamente). Após sair do stand com ele na sacolinha (junto a “O Jogo do Anjo” e “O Livro Perdido das Bruxas de Salem”, todos da Suma de Letras) a sombra de uma dúvida passou pelo meu rosto: e se fosse um daqueles livros de “mulherzinha”? Sabe, do tipo que a Nora Roberts escreve, ensinando receitas de cozinha; ou como a Marion Zimmer Bradley, descrevendo como a personagem se sente triste e só quando seu amado está distante? Afinal de contas, a autora é mulher (Audrey Niffenegger é uma americana de 47 anos que, aparentemente, se idealizou como protagonista da estória) e o livro é sobre a mulher do viajante…
Nas primeiras páginas da história de Clare e Henry, percebi que meus receios eram infundados: apesar das situações corriqueiras, o modo de escrita, intercalando os pontos de vista dos protagonistas, torna a leitura extremamente dinâmica. Apesar do inusitado da viagem no tempo (e isto não é spoiler, pois na primeira página do livro já é explicado o fenômeno que ocorre com Henry), a autora opta por manter a estrutura cronológica da estória baseada na vida de Clare, o que, tendo em vista as acrobacias temporais realizadas por Henry, é a única forma de dar sentido à narrativa.

Primeiro Carnaval: Ganhei este livro de presente no último “Dia dos Pais”. Ainda não tinha ouvido falar dele e a primeira impressão que tive, ao ler seu título na capa chamativa, foi de que seria mais um desses livros de auto-ajuda (que eu, por um gosto pessoal, não leio). Esse pensamento me veio, provavelmente, por não ter interpretado adequadamente a conotação da frase em seu título: “Eu Mato”, tendo tido – num primeiro momento – a sugestão de que se aplicava a um desejo de desabafo muito comum àqueles que têm a obrigação de sorrir continuamente para seus clientes ou colegas de trabalho, mas que intimamente desejam mesmo é enforcá-los.



Começa hoje, dia 12 de agosto, e vai até o próximo dia 22 de agosto a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a ser realizada no Anhembi.