Hoje se completam 40 anos da morte de Janis Joplin (4/10/1970), ocasionada por uma overdose de heroína quando tinha apenas 27 anos. Seu corpo foi cremado e as cinzas lançadas no Oceano Pacífico. Seis meses depois foi lançado o álbum póstumo “Pearl” (seu apelido entre os amigos).

Janis ousou viver intensamente e sem limites, defendendo a natureza e o naturismo, exagerando sempre no consumo do álcool e maconha, e sempre tendo o preceito hippie como principal orientação e justificativa por sua atitude rebelde.
Complexada por sua estatura e beleza escassas, Janis se agigantava quando subia no palco, deixando extravasar a voz fantástica – de raízes no blues – e colocando o corpo, o coração e a alma em cada nota e acorde das músicas que cantava. Sendo a maioria destas sobre amor e rejeição, ela transferia aos seus ouvintes através da sua interpretação todo o sentimento, a sexualidade e a paixão que sentia como se não fosse haver um amanhã, como declarou em suas palavras:
“Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã”.
Cultivando uma paixão não correspondida pelo ator, cantor e compositor Kris Kristofferson, de quem gravou a música “Me and Bobby McGee” no álbum “Pearl”, Janis entrava em profundas depressões por sua causa, avivando o sentimento de rejeição e inferioridade que sentia por não fazer parte do estereótipo de beleza que deduzia ser concebido por ele, o que a levava a entregar-se ainda mais às drogas, a atitudes intempestivas e à promiscuidade sexual.
Apesar de sua vida pessoal ter sido um constante ocaso, sua carreira profissional consistiu de diversas auroras com o brilho cada vez mais intenso. “Cry Baby”, “Summertime” e “Maybe” – a minha favorita -, ficaram marcadas no coração dos milhões de fãs e apreciadores da sua arte (entre os quais eu me incluo fervorosamente!). Seu legado arregimenta e encanta ouvintes de todas as idades, provando que tudo o que é bem feito é feito com grandes doses de amor (e, às vezes, com uma pitada de loucura).
Encarnada na raiz do rock e do blues, considerada uma das maiores cantoras de todos os tempos, às vezes criticada, sempre ouvida e jamais esquecida; a carreira de Janis Joplin pode ser comparada a um meteoro: apaixonada, brilhante e rápida; e ela própria podendo ser traduzida pelas palavras do roqueiro brasileiro (e seu suposto amante, quando esteve no Rio de Janeiro) Serguei: “…ela era um ponto de luz perdido no espaço!”
Nota 1.000.000
ah, fantástico! sou fã da Janis, poucas cantoras até hoje souberam expressar tão bem sentimentos através da voz. a minha favorita é “summertime”, me dá uma vontade danada de chorar. =)